Sunday, October 12, 2008

Movimento em rede

O lado bom da internet é possibilidade de sermos sinceros. O palpiteiro lê ou ouve alguma coisa por aí. Pensa e palpita. Você lê o palpiteiro, compara com o que já havia lido, ouvido e pensado. Escreve, fala, resmunga sobre o palpite. E passa a bola para frente. No final das contas, de quem é o palpite? De todos. A internet pode nos trazer um montão de porcarias, mas também nos deu esse presente. A democratização da informação e do palpite. Um espaço sem deuses ou mestres da verdade. No gods, no masters! Nem deuses, nem mestres.

E assim o palpiteiro sugere o link para o blog do Mino Carta. O velho é ranzinza e assumidamente parcial em muitos de seus comentários. Vale a pena, mesmo que para discordar.

http://www.blogdomino.com.br/

Tuesday, October 07, 2008

Copa no Brasil

Há muito o que fazer para para a realização da Copa do Mundo de 2014, marcada para ser no Brasil. À época em que o Brasil foi escolhido, houve polêmica quanto a necessidade se sediar ou não um evento desse tipo no país.
Muitos dos que foram contra usaram argumentos fortes, como o fato de que há outras prioridades como educação, saúde e moradia. Ou que seria muito dinheiro gasto com grandes possibilidades de corrupção e de desvio de dinheiro público para a organização do evento. Os jogos pan-americanos realizados no Brasil em 2007 serviram de exemplo.
O palpitieiro acredita que é preciso ponderar tais argumentos. Não há o que discutir quanto a outras necessidades, como saúde e educação. Mas também não como aceitar que o Brasil não possa fazer a Copa sem deixar de atender às necessidades sociais. O Brasil é um país muito mais rico do que pensamos. E o problema reside sempre nas questões: onde está grana de um dos países mais ricos do mundo e como ela vem sendo gasta. O México é muito menos rico do que o Brasil. Sediou duas Copas e tem um IDH melhor do que o nosso. Algo não bate nessa conta...
O argumento de que haverá muito desperdício e roubalheira é inaceitável. É admitir que não temos competência para a fiscalização do dinheiro público. E se aceitarmos isso como verdade estabelecida, porque deveríamos acreditar que não há desvio de recursos na educação e na saúde? Será que se rouba apenas na construção de estádios? Ou também dá para superfaturar em prédios de escolas e hospitais?
A Copa será uma boa desculpa para darmos uma ajeitada nos transportes públicos das cidades que receberão as seleções. Paulistas e cariocas terão uma forcinha para mais metrô e corredores de ônibus. A Copa duarará algumas semanas. Teremos algumas surpresas, um campeão e ao final uma melhoria dos transportes. É uma possibilidade e dependerá de como discutiremos o assunto daqui para frente.
A Copa será um assunto nacional ou um arranjo de bons negócios entre governos, CBF e Globo? Se for nacional a discussão, a probalidade de roubalheira diminui muito. Na Alemanha, gastaram mais de 1,5 bilhão de Euros. Os alemães pagam muitos impostos e não gostam de desperdícios. Essa grana foi mais para a construção de novos estádios e pequenas adaptações das cidades, pois todas elas já tinham um infra-estrutura muito avançada. O faturamento alemão da Copa foi muito superior ao que foi gasto.
Cerca de um terço dos ingressos ficarão com os patrocinadores. Outro terço para estrangeiros. E apenas um terço para braisleiros. Perguntar não ofende: qual será o critério para a venda desses ingressos? Será justo ou prevalecerá o "jeitinho" e a influência políica? Teremos cambistas?
Muito há para pensar e fazer. Mas parece um absurdo o país do futebol ter todos os anos uma etapa da Fórmula 1 e titubear diante da hipótese de uma Copa do Mundo. O palpiteiro não suporta Fórmula 1. Acredita por exemplo que Interlagos atenderia muito melhor a cidade de São Paulo e o Brasil se em seu lugar tivéssemos um grnade parque. Quadras de esporte, piscinas e muitas árvores. Um parque público e gratuito no lugar de uma coisa horosamente asfaltada, mantida com dinheiro da prefeitura de SP e com ingressos que a maioria da população não tem acesso.
Enfim, o sucesso e os ganhos de uma a Copa do Mundo no Brasil dependerão muito mais do que fizermos a partir de agora, e não do que ocorrerá em 2014. A Copa em si será apenas uma conseqüência. Mas o palpiteiro ainda baterá nessa tecla: enquanto tivermos Fórmula 1, não abro mão do meu direito de ter uma Copa do Mundo sediada no meu país, por acaso, o de maior sucesso no futebol mundial.

Tuesday, September 30, 2008

Educação, a pedidos.

Uma vez uma aluna perguntou ao palpiteiro como ele era quando aluno, muito antes de ser professor. A pergunta foi profunda e fez pensar. O palpiteiro disse a garota que a pergunta era difícil de ser respondida, mas tentou.
A saída foi dizer que ser aluno tem diferenças entre tempo, espaço e condição social. O palpiteiro lembrou que estudou em escola pública e que os professores eram as poucas pessoas acessíveis com nível superior. Mais do que isso, lembrou que ir a escola era talvez uma das poucas possibilidades de melhoria de vida para garotos pobres da periferia de SP. Problemas já existiam: indisciplina dos alunos, descaso de alguns professores, falta de condições de trabalho por parte do Estado. Mas era possível aprender algo. Quando alguém repetia de ano, chorava, maldizia o professor e procurava a melhor maneira de dizer aos pais. As famílias procuravam os erros nos filhos e jamais questionavam o professor.
Mas algo piorou nessa relação. Os salários dos professores da rede pública foram caindo e muitos mudaram de profissão ou procuraram a escola privada. Os pais perceberam a queda da qualidade de ensino e passaram a questionar cada vez mais a escola.
O palpiteiro defende que tudo deve ser questionado, inclusive ou sobretudo a escola. Porém muitos confundiram o questionamento do ensino no Brasil com contestações medíocres aos trabalhadores da educação. Perderam os alunos e os pais. Perderam os professores e funcionários das escolas. Na briga entre pais, alunos, professores, diretores e demais trabalhadores da educação poucos ganharam.
A educação se tornou cada vez mais um bom negócio. Escolas privadas já existiam há décadas. Mas tornaram-se cada vez mais comuns. Bastava algum dinheiro para comprar um prédio, adaptá-lo com salas de aula e contratar professores que o Estado desempregava. Ou que permitia a formação sem a garantia de emprego no setor público com salários dignos.
E a educação foi se deteriorando. O palpiteiro tem certeza que a coisa desandou quando os alunos e as famílias se desentenderam com os professores. E sobretudo quando as famílias brasileiras passaram a cobrar do Estado soluções para outros problemas. Os governos sempre agem sobre pressão política. Reclamações constantes obrigam a construções de pontes, metrô, avenidas. Compra de viaturas de polícia e a construção de hospitais fazem parte desses outros problemas.
A educação foi se perdendo à medida que deixou de ser um valor moral. O palpiteiro sabe que muitas pessoas são capazes de pagar R$ 100,00 a hora de trabalho de um bom mecânico para o concerto de um carro. O palpiteiro já viu alunos com tênis de R$ 600,00 e celulares ainda mais caros dizerem que a cobrança de R$ 100,00 de uma inscrição para vestibular é cara.
Mas o palpiteiro é otimista. Acredita que dificilmente teremos alguma chance de melhoria se não melhorarmos as condições de ensino no país. Mas ainda não sentimos na pele a falta que a educação universal faz para uma sociedade que se pretende livre e democrática. Muita gente ainda vai morrer de câncer, até percebermos que camponeses analfabetos ou mal escolarizados exageram nos agrotóxicos. Muitas empresas terão prejuízo até percebermos que alguém que não sabe matemática erra na quantidade de matérias-primas. Muitos contratos deixarão de serem assinados por conta de funcionários que não entendem as informações que tentam convencer seus clientes a assinarem.
Ainda não pioramos o suficiente. Há uma luz no fim do túnel. Principalmente quando percebermos que mecânicos, médicos, policiais e professores pagos e tratados dignamente poderão atender muito melhor as necessidades básicas da sociedade. Principalmente quando esocolhermos melhor a quem devemos direcionar nossa indignação. Enquanto isso não ocorre, vamos sofrendo, ouvindo gerúndismos irritantes de pessoas que "vão estar" nos atendendo ao longo de nossas vidas...

Sunday, September 21, 2008

Houve um tempo em que a imprensa era silenciada pela força. Censores pressionavam redações e os jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão noticiavam apenas o que a ditadura quisesse. A situação acabava por desafiar muita gente que usava a criatividadepara burlar a censura com elegância e deboche.

Hoje, ao contrário de censores, as redações dos jornais têm patrocinadores. Empresas privadas, estatais e governos que compram espaços nos jornais para fazer sua publicidade e propaganda. Se existisse de fato imprensa livre e independente, os jornais noticiariam qualquer coisa do interesse público, inclusive notícias desfavoráveis aos seus anunciantes.

O palpiteiro lembrou disso quando quis saber sobre a greve dos policiais civis no Estado de SP. A situação é preocupante. Se você precisar hoje de algum serviço da Polícia Civil terá muitas dificuldades para conseguir. Somente casos urgentes estão sendo levados adiante. E cabe sempre perguntar o que é um caso urgente...

O policiais civis de SP ganham mal e não dispõem de condições adequadas de trabalho. Não têm computadores que prestam, papel e caneta. Muitas delegacias têm a humilhação de fazer de seus agentes mendigos pedindo ajuda ao comércio local. Com salários baixos, polciais dão prioridade a casos que lhe dêem algum dinheirinho extra. Assim, descobrir um roubo de cargas émais motivador do que descobrir o assassino de um pai de família. Procurar um assaltante de banco é mais rentável do que prender um agressor de mulheres. Quando o Estado não garante uma polícia decente são nossos direitos que perdem valia.

Os policiais de SP não são do tipo grevista. Muitos deles odeiam essa palavra. E se utilizam esse recurso é porque cansaram de reclamar e não serem ouvidos. Merecem uma atenção que o governo do Estado de SP só concede sob pressão. Os polciais querem a ajuda da população, assim como os professores e médicos do Estado de SP.
Mas e a imprensa? Na Folha, a primeira página é sobre a venda das ações da Petrobrás com FGTS. No Estadão, a preocupação é com a ajuda que o governo dos dará ao sistema financeiro. No Diário de SP, da Globo, a euforia é com a geração de empregos no comércio...
Sobre a greve dos policiais, nada. Nada que mereça destaque. O governo do Estado de SP tem Serra como gerente. Idolatrado pelas grandes empresas de informação do Estado e bom financiador delas. Anúncios da Sabesp, da Nossa Caixa e do próprio governo garantem uma boa relação com as redações. E nós, que nos danemos com a falta de informações relevantes.
E assim caminhamos. Se você precisar de algum serviço numa delagacia hoje, leve o Estadão e a Folha. Enquanto espera horas para ser atendido, saiba que poderá ganhar algum dinheiro com as ações da Petrobrás e que o Governo Bush protege seu dinheiro. Sobre a sua espera, nada...

Monday, September 15, 2008

De Washington para Bolívia e Brasil

Bolívia é um país que cansou de perder. Perdeu a prata para o espanhóis, o litoral para o Chile e o Acre para o Brasil.



No início do século XX os EUA criaram uma empresa chamada Bolyvian Sindicate. Coisa linda. Os estrangeiros davam grana e armas para os bolivianos enfrentarem brasileiros que tiravam látex em território boliviano. Enfrentaram e perderam. O plano dos EUa deu errado e diante de uma possível guerra entre Brasil e Bolívia, os gringos caíram fora da Amazônia. É sempre bom lembrar que os interesses do Departamento de Estado dos EUA são muito mais antigos do que a avó de Evo Morales. Há quem veja apenas no atual presidente a origem de problemas que já ultrapassam séculos.



O Brasil tem muito mais diferenças com a Bolívia do que podemos imaginar. Uma delas é Fiscal. SP, RJ e MG são os mais ricos do país e os que mais arrecadam impostos. A grana vai para Brasílis e depois é distribuída para outros estados e regiões. Quem organizou isso foi o governo do Vargas. Não foi fácil e houve muita resistência, principalmente de SP. Mas SP perdeu essa parada e tem que passar por isso até hoje. Um paulista mais afoito chamaria de injustiça. Um nordestino mais sereno chamaria de equilíbirio. O fato é que esse mecanismo dá alguma estabilidade num país tão grande e com tantas diferenças de riqueza nos mais diferentes estados. Basta imaginarmos o contrário: SP com toda a riqueza e os recursos públicos do páis. Coisa boa não daria...
Evo Morales assumiu o Poder na Bolívia prometendo transformações. Instituir o monopólio do Gás Natural e peitar a Petrobrás foi apenas um capítulo dessas transformações. Se eu fosse acionista da Petorbrás eu o amaldiçoaria. Se eu fosse um boliviano pobre o aplaudiria. Não tenho ações da Petrobrás. Mas tenho simpatia pelos pobres da Bolívia...
A nova Constituição da Bolívia prevê a redistribuição dos impostos arrecadados em Santa Cruz e em outros estados do país, os mais ricos. A maioria boliviana pobre e indígena que mora nos altiplanos aprovam. A minoria mais rica das terras baixas repudia. Nas terras baixas da Bolívia estão as empresas que exploram o Ga´s do país. Agricultores estrangeiros de soja: brasileiros, argentinos, americanos. Latifundiários bolivianos também.
Os EUA têm empresas que exploram a economia boliviana, assim como o Brasil também. As perdas econômicas na Bolívia seriam ridículas para os EUA. Muito poucas para um país que anda salvando empresas financeiras mal administradas com mais de US$ 200 bi. O problema não é só econômico. É político também. Os EUA temem mudanças nas quais eles deixem de ganhar. O problema é a Bolívia virar um exemplo. E se nacionalizar e transformar der certo? O que aconteceria com a América Latina? Imagine um sentimento nacionalista se alastrando pelo sub-continente. Os EUA sabem que é preciso agir. Financiam seus aliados na Bolívia. Jornais, emissoras de TV, rádio, revistas e partidos políticos. Um embaixador dos EUA avançou o sinal: no meio de toda a confusão passou a se encontrar publicamente com os opositores que atacam o gasoduto para o Brasil e que falam em separatismo. Não parece grave?
O embaixador em questão foi representante dos EUA na antiga Iugoslávia. Atuou de maneira habilidosa e se aliou a separatistas que estraçalharam o país, originando a Bósnia e Kossovo. Se acha isso pouco, é só imaginar o que os EUA fariam se um embaixador boliviano andasse na Carolina do Sul pregando o separatismo. Sim, naquele país onde morreram 500.000 pessoas numa guerra de Secessão. Os EUA sabem o que é lutar para manter a integridade territorial. E não aceitam isso na Bolívia. Separatismo no quintal dos outros é refresco.
E eu com isso? Sou apenas um brasileiro, latino-americano sem dinheiro no banco. E que sabe que um separatismo na Bolívia pode ser muito perigoso para toda a América do Sul. Se a moda pega, daqui a pouco o senhor embaixador dos EUA monta uma ONG e passa atuar na Aamazônia. E olha que o cara é bom de fragmentar o território dos outros...
É também por isso que 9 presidentes da América dos Sul estão conversando no Chile, dentre eles do Brasil e Argentina. A questão já não é mais gostar ou não de Morales. A questão é saber o que ganhamos com uma grande potência rondando a América do Sul e pregando separatismos. Sai para lá Exu-Caveira...
Claro, se você acompanhar esse assunto pela Globo ficará com a impressão de que e apenas o Gás natural que está em discussão. O casal patético do programa de humor chamado Jornal Nacional vai lhe dizer que as coisas estão tensas e mostrará uma entrevista qualquer com algum líder político...De Santa Cruz, é claro. Parece lógico a Globo ficar ao lado do pessoal mais rico de Santa Cruz e simplesmente ignorar os indígenas do Altiplano, omitindo um dos lados em disputa.
A Globo já escolheu o lado dela. E nós?

Thursday, September 11, 2008

Esperando um debate

São aproximadamente 21:00h do dia 11/09/2008. Faltam poucos minutos para o debate entre os canidatos a prefeito ou prefeita de SP. Alckimin percebe que há um risco real de não ir para o segundo turno. Quem o ameaça é o louco do Kassab.
Kassab está com tudo. Os comerciantes o apoiam, pois é ex-presidente da associação comercial de SP e caprichou nas calçadas de grandes ruas comerciais. Tem dinheiro na campanha e conta com a simpatia da mídia. O problema é que ele é meio doidinho. Embora não rasgue dinheiro...
Então fica assim: Alckimin baterá em Kassab. Kassab cutuca Alckimin. Os dois batem e apanham de Marta.
Marta se defenderá de uma acusação ou outra, mas sabe que a briga agora não é com ela. Posará de mulher séria e ponderada. Pega muito bem para ela esse papel. A mídia pinta Marta como impulsiva e arrogante. Características difíceis de não serem notadas nela.
Tucanos e Demos estão dando esse presente a Marta: homens desesperados pelo Poder e uma mulher demonstrando serenidade. Se Marta não estourar e manter a postura de Rainha da Inglaterra com um toque de sensibilidade, será a grande beneficiada pelo debate.
Marta estará de camarote vendo o embate entre Demos e Tucanos. Maluf ficará para alegrar a galera e Soninha para deixar o ambiente mais meigo.
Claro, tudo pode sair muito diferente do que o palpiteiro diz agora. Mas tudo bem, são apenas palpites. E que enrole o melhor...

Sunday, September 07, 2008

José Serra, Folha de SP e um bom negócio...para eles...

José Serra é governador do Estado de São Paulo. Também já foi colunista do jornal Folha de São Paulo.
A Folha gosta de Serra e raramente noticia fatos negativos contra ele. A Folha de SP é da família Frias. A mesma que detém um grande número de imóveis no centro de SP. Sua sede fica na rua Barão de Limeira, no centro de SP.
José Serra é querido pela imprensa de SP. Enquanto governador, perdoou parte das dívidas de ICMS de diversas empresas de notícias. A lista não pode ser divulgada pela secretaria da Fazenda do Estado, pois as autoridades alegam "sigilo"...
O governador perdoa dívidas de impostos devidos e os órgãos de imprensa não priorizam notícias negativas contra Serra. Deve ser coincidência. E isso é apenas um palpite... Afinal, não podemos fazer acusações sem provas...
José Serra anunciou a desaproriação de um imóvel no centro de SP para construir um polo cultural de dança. Coisa de uns R$32.000.000,00. Sim, R$32 milhões. O palpiteiro conseguiu esse valor no site do UOl. Que é da Folha de SP. A mesma Folha de SP que é dona do imóvel a ser desapropriado...
Entendeu? Serra vai usar R$32 milhões para desapropriar um imóvel que pretence à Folha de SP. A mesma empresa na qual ele trabalhou. A mesma empresa que pega leve com ele sobre o buraco que matou 7 pessoas durante as obras do metrô. O mesmo jornal que não dá primeira página sobre o escândalo da Alston. Empresa francesa que corrompeu políticos na América do Sul para fornecer trens para o metrô. A mesma Folha que nunca se lembra de dizer que a filha de José Serra já foi sócia da irmá de Daniel Dantas numa firma em Miami. Ou que se lembrou de noticiar, não o fez com destaque de primeira página. Afinal, Dantas é só um banqueiro sem expressão com algun problemas com a justiça. E Serra, apenas um governador de um Estado sem grande importância...
Serra e Folha estão fazendo uma ótima parceria. Pelo bem da cidade de SP. Pelo bem do Estado de SP. Pelo bem do Brasil. Enfim, pelos bens deles...
Claro, isso é só um palpite. Afinal nunca podemos acusar ninguém sem provas...